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Brasil ocupa 9º lugar no ranking mundial de produtores de petróleo, segundo anuário publicado pela ANP

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Em 2022, o Brasil ocupou o 9º lugar no ranking mundial de produtores de petróleo, segundo o Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2023. O documento foi publicado no final de junho desse ano pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural de Biocombustíveis (ANP). 

Imagem: ArtPhoto Studio

Elaborado a partir de uma análise geral do cenário nacional acerca da exploração do insumo no país, no relatório é possível identificar que a produção nacional do produto apresentou alta de 4%, atingindo uma média de 3 milhões de barris por dia.

Segundo o Diretor Executivo do Sindicato das Distribuidoras de Combustíveis do Estado da Bahia (Sindicom-BA), Sadi Leite, diferente de alguns países que estão em queda, como por exemplo a Venezuela, o Brasil possui grande possibilidade de mobilidade dentro do ranking mundial, visto que há uma crescente demanda de produção do produto nacionalmente.

Ele compartilha que a grande demanda do material permite com que as empresas exportem parte dessa produção na forma de petróleo bruto, gerando receita em dólares, o que ajuda na balança de pagamento do país. E compartilha: 

“A Petrobras é uma das maiores indutoras do desenvolvimento industrial e comercial do Brasil. Embora já sejamos autossuficientes na produção de petróleo ainda não conseguimos essa autossuficiência na produção de derivados, especialmente o óleo diesel, que precisamos importar cerca de 25% do que consumimos, e da gasolina, que importamos cerca de 10 % do nosso consumo.”

Imagem: Dr. Sadi Leite, Diretor Executivo do Sindicato das Distribuidoras de Combustíveis do Estado da Bahia - SINDICOM-BA
Imagem: Sadi Leite, Diretor Executivo do Sindicato das Distribuidoras de Combustíveis do Estado da Bahia – SINDICOM-BA

Durante este período, a produção em mar (offshore) correspondeu a 76,2% do total. O estado do Rio de Janeiro (RJ) foi representado como o maior produtor, sendo responsável por quase 85% da produção nacional, seguido por São Paulo (SP) com média de 256,3 mil barris por dia e o Espírito Santo (ES) com 137,8 mil barris por dia.

Quanto aos preços de referência do produto, de acordo com o Decreto nº 2.705/1998, conhecido também como “Decreto das Participações Governamentais”, eles são utilizados na determinação do valor na produção para que sejam realizados os cálculos de royalties e participação especial. 

Calculado pela ANP mensalmente, o preço de referência do petróleo (PRP) leva em consideração as cotações do produto de referência do tipo Brent, e também derivados, como leves, médios e pesados, e o resultado é divulgado em reais por metro cúbico (R$/m³). No ano passado, o preço médio de referência do material em reais foi de R$ 464,80/barril, registrando alta de quase 41% quando comparado ao ano anterior.

“Esse aumento considerável é consequência da desaceleração da economia mundial em 2022 e da Guerra na Ucrânia que desencadeou um desequilíbrio forte no mercado”, reforça o Diretor Executivo.

O Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2023 consolida os dados referentes ao desempenho dos segmentos de petróleo, gás natural e biocombustíveis e do sistema de abastecimento nacional no período 2013-2022 e está disponível para consulta através deste link.

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